Clique aqui para ir para a página inicial
 

Pular Links de Navegação
»
Home
Contato
Calculadoras
Consultoria
Conteúdo
Cotações
Perfil/Testes
Serviços
Parceiros
Mapa site
[HyperLink1]
Cadastrar
 
    
Você está em:   IGF Modelos de documentos Petição Imobiliário Contestação à ação de reintegração de posse com preliminar de impossibilidade jurídica do pedido. No mérito alega não haver esbulho possessório

Petição - Imobiliário - Contestação à ação de reintegração de posse com preliminar de impossibilidade jurídica do pedido. No mérito alega não haver esbulho possessório


 Total de: 15.244 modelos.

 
Contestação à ação de reintegração de posse com preliminar de impossibilidade jurídica do pedido. No mérito alega não haver esbulho possessório.

 

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ..... VARA CÍVEL DA COMARCA DE ....., ESTADO DO .....

AUTOS Nº .....

....., brasileiro (a), (estado civil), profissional da área de ....., portador (a) do CIRG n.º ..... e do CPF n.º ....., residente e domiciliado (a) na Rua ....., n.º ....., Bairro ....., Cidade ....., Estado ....., por intermédio de seu (sua) advogado(a) e bastante procurador(a) (procuração em anexo - doc. 01), com escritório profissional sito à Rua ....., nº ....., Bairro ....., Cidade ....., Estado ....., onde recebe notificações e intimações, vem mui respeitosamente à presença de Vossa Excelência apresentar

CONTESTAÇÃO

à AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE, proposta por ....., brasileiro (a), (estado civil), profissional da área de ....., portador (a) do CIRG n.º ..... e do CPF n.º ....., residente e domiciliado (a) na Rua ....., n.º ....., Bairro ....., Cidade ....., Estado ....., pelos motivos de fato e de direito a seguir aduzidos.

PRELIMINARMENTE

CARÊNCIA DE AÇÃO - IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO

Para nortear sua inicial, afirma a reintegrante em seu ítem "2" que "parte do imóvel foi cedido à requerida através comodato verbal, para que esta explorasse o ramo de lanchonete e restaurante, e por prazo indeterminado, desde que realizasse reformas naquele local, como pinturas, verificação da parte elétrica, melhorias nos sanitários, etc..." (grifo nosso).

A presente ação tem como escopo a retomada do imóvel ocupado pela reintegrada, porquanto, segundo aquela inicial, fora cedido a título de comodato por prazo indeterminado e notificado para desocupá-lo, não o fez no prazo legal.

Preceitua o art. 579 do Código Civil, que:

"O comodato é o empréstimo gratuito de coisa não fungíveis. Perfaz-se com a tradição do objeto."

"O comodato é o contrato gratuito pelo qual alguém entrega à outrem alguma coisa infungível, para que dela se utilize gratuitamente, e a restitua depois. São requisitos do comodato: 1º A gratuidade. A cessão onerosa do uso é locação ..." (Clovis Bevilaqua, Código Civil do Estado Unidos do Brasil - edição histórica, 1979 - vol. II, pág. 354).

"Em exata observação ao preceito (C.C 1916, art. 1.248), antes reproduzindo Clóvis Bevilaqua - piloto constante de autores nacionais, assim como Pothier o foi para elaboração do Código Napoleão - na sequência da definição de comodato, com primorosa síntese, precisa serem "requisitos" essenciais para sua caracterização a gratuidade, a tradição, a infungibilidade e a temporaneidade..."

"A concessão pelo uso da coisa deve ser gratuita, ou em outros termos, sem que seja avençado pagamento, elemento esse que o distingue de outros negócios jurídicos." (Enciclopédia Saraiva do Direito - vol. 16 - pág. 275/276).

Sendo, como o é, condição "sine qua non" para a caracterização do contrato de comodato, a mais absoluta gratuidade, sob pena de transformá-lo em locação, não se pode, de sorte alguma, reconhecer o alegado contrato de comodato noticiado na inicial, porquanto ele próprio naquela vestibular, afirma textualmente que a cessão obrigava ao cessionário, a realização de obras que demandam alto custo e fixando-se inclusive, prazo para a execução de tais obras.

Inexistente o contrato de comodato, impossível se torna a sua pretensão nos moldes e termos aqui pleiteados, já que inviabiliza a reintegratória, porquanto ausentes os elementos capacitatórios de tal pretensão, impondo-se assim o reconhecimento da impossibilidade jurídica do pedido na forma pretendida.

Destarte e com fulcro no art. 267, VI do Código de Processo Civil, deve ser a ação extinta, sem julgamento do mérito. É o que se requer.

DO MÉRITO

Sem prejuízo da preliminar arguida, cumpre agora à reintegrada rebater questões de mérito, conforme a seguir discorre:

I. - NULIDADE DA NOTIFICAÇÃO - FALTA DE CAPACITAÇÃO LEGAL DO NOTIFICANTE - Com o propósito de constituir em mora a reintegrada encaminhou-lhe a reintegrante notificação, dando notícia de que não mais pretendia prosseguir no contrato de comodato mantido - seguindo ali noticiado - a partir de ..../.../... (doc. fls. ....).

Para justificar sua pretensão notificatória anexa às fls. ...., contrato de locação firmado entre o proprietário do imóvel e a reintegrante, data de .... de .... de ....

Pelo que se vê inserto da escritura pública de compra e venda constante de fls. ...., o locador (assim definido naquele contrato) somente tornou-se proprietário daquele imóvel em .../.../..., portanto há mais de .... (....) dias daquela data, não tendo, destarte, qualquer valia o contrato celebrado, já que firmado por quem não tinha capacitação para fazê-lo, haja vista que na data de sua celebração, o verdadeiro proprietário do imóvel era o Sr. ....

Destarte, nulo é, de pleno direito o contrato constante de fls. ...., e, por consequência, nulo também o será, qualquer ato praticado, embasando-se naquele.

"Ipso facto", não poderá jamais conhecer valia a notificação celebrada por quem não tinha capacitação para fazê-la, maculando-a de forma tal, a tornar-se imprestável aos olhos da lei.

II. Para justificar "o esbulho" afirma a reintegrante que vê-se ela "privada do exercício do direito de propriedade", vez que a requerida continua a dispor do bem de forma injusta (grifo nosso).

A autora jamais foi proprietária do imóvel reintegrando, não havendo assim como a reintegrada impedir-lhe o exercício de tal direito, mormente porque é aquela mera locadora de imóvel objeto da presente ação, e, quando muito poderá dispor da posse sobre o mesmo, mas jamais da propriedade.

Ora, não há que se falar na caracterização do esbulho porquanto o direito reivindicado pela autora, no caso presente, jamais se tipificará: e, se ausente o esbulho, ausente também o direito de reivindicar o imóvel.

III. Para que torne translúcido o caso presente, carece-se aqui esclarecimento que farão aflorar a má-fé com que agiu a autora ao propor a presente ação reintegratória.

Conforme comprovam os documentos acostados à esta peça contestatória, que poderão e serão ratificados em Juízo, a reintegrada mantém o seu estabelecimento comercial neste mesmo local, desde .../.../..., quando o adquiriu de .... e ...., estabelecendo-se no ramo de lanchonete e restaurante, obtendo para tanto o competente Alvará de licença junto à Prefeitura Municipal e mantendo contrato de locação com o então proprietário, Sr. ....

Por avença mantida com aquele proprietário anterior os alugueres sempre foram pagos através do fornecimento de refeição para os funcionários do posto, mantendo assim, sempre uma harmoniosa convivência com aquele proprietário.

A partir da aquisição do imóvel pelo Sr. ...., em .../.../..., este, e não a reintegrante, passou a criar para a reintegrada, os mais diversos tipos de problemas, negando-se em receber os alugueres ou até mesmo reajustá-los, manifestando sempre o seu desejo de retomada do imóvel.

É conveniente que se esclareça ainda, que não obstante a constatação do mesmo endereço, é-se-lhes permitido uma atividade independente e parcimoniosa, sem que esta prejudique aquela, em suas atividades comerciais.

Não é verdade, portanto, que a reintegrada recebeu a cessão do imóvel, à partir da locação daquele pela reintegrante - conforme afirma na preambular -, já que mantém a posse mansa e pacífica sobre aquele desde ...., comprovado pelos documentos acostados à esta peça impugnatória.

Em sendo preceito legal consagrado pelo art. 927, IV do Código de Processo Civil que incumbirá ao autor provar a perda da posse na Ação reintegratória, não haveria e não há como conhecer prosperação a sua pretensão, porquanto esta ela jamais perdeu, de vez que dela jamais dispôs, já que, conforme provado documentalmente, esteve a reintegrada à partir de ...., sempre na posse mansa e pacífica sobre o imóvel, decorrente do contrato de locação mantido.

DOS PEDIDOS

A vista do que foi exposto, pelos fundamentos jurídicos e doutrinários invocados e pelos documentos acostados, espera o contestante seja reconhecida a preliminar levantada, para reconhecer-se a carência de Ação por impossibilidade jurídica do pedido, decretando-se a extinção do feito sem o julgamento de mérito, ou se assim não entender e agora quanto ao mérito, se digne em revogar a liminar concedida e julgar improcedente a Ação, reconhecendo-se a nulidade da notificação por falta de capacitação legal para o exercício notificatório, bem como a ausência do esbulho possessório em face da inexistência de posse por parte da reintegrante, e, por consequência, condenando-se o autor ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, além de outras cominações de estilo.

Protesta outrossim, por provar o alegado, por todos os meios de provas em direito admitidas, máxime pelo depoimento pessoal da autora, na pessoa de seu representante legal, sob pena de confesso, inquirição de testemunhas de rol a ser oportunamente apresentado, perícias, além de outras que porventura entender-se ou se fizerem necessárias.

Nesses Termos,
Pede Deferimento.

[Local], [dia] de [mês] de [ano].

[Assinatura do Advogado]
[Número de Inscrição na OAB]


Veja mais modelos de documentos de: Petição - Imobiliário