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Finanças pessoais - Falta de diálogo sobre dinheiro revela imaturidade do casal 

Data: 08/10/2007

 
 

Grande parte dos casais brasileiros não conversa sobre dinheiro. A afirmação foi feita pela psicóloga Cleide Maria Guimarães.

Baseada em sua tese de mestrado, para a qual entrevistou casais de 25 a 35 anos, com nível superior completo, sem filhos e com união formalizada, a psicóloga declarou que grande parte dos casais deixa as finanças abalarem a relação, porque não consegue manter um diálogo claro e aberto sobre dinheiro.

"Muitas vezes as pessoas não sabem nem o que seus cônjuges esperam com relação ao dinheiro. Muitos casais me procuram e depois de um teste simples ficam surpresos ao descobrir que o parceiro sonha com um carro novo e a parceira prefere investir num plano de previdência", conta Cleide.

Dinheiro
De acordo com a psicóloga, a forma com que cada uma das pessoas lida com o dinheiro é uma herança da família da qual vieram. "Cada membro do casal possui uma idéia com relação ao dinheiro que vem da forma como os seus pais tratavam o assunto. Se os pais brigavam muito por isso, pode ser que a pessoa não goste muito de gastar ou associe dinheiro a poder. Já os que não tinham problemas na infância, provavelmente gastarão mais. Por isso, é importante saber quais são as idéias que seu parceiro herdou antes da união civil".

Ela explica ainda que, em razão das mensagens recebidas pela família, homens e mulheres gastam de forma diferente. "Mulheres são criadas para cuidar dos outros e por isso acabam gastando mais com coisas da casa ou para o bem da família. Muitas se sentem até culpadas em comprar algo pessoal, pois sentem que estão tirando um dinheiro que podia ser gasto para o bem-estar de todos. Enquanto os homens gastam mais com carros e educação", explica.

"Além disso, para haver harmonia entre o casal, é preciso que um aprenda lidar com os desejos de consumo do outro e isso não é fácil", conta Cleide.

Conta conjunta?
A psicóloga afirma que, quando um casal que não tem harmonia financeira possui uma conta conjunta, a situação pode ficar complicada. "Na conta conjunta cada gasto fica registrado. O marido sabe quanto a mulher gastou em sua última ida ao shopping e ela sabe quanto ele gastou no bar com os amigos. Se não houver maturidade, a conta pode ser um fator complicador".

No entanto, Cleide acredita que optar por contas separadas é opção de casais que não vivem uma relação sólida. "Casais que moram junto, mas não unem sua renda, mostram que também não são unidos na relação. Essa coisa de o que é meu é meu e o que é seu é seu revela que as pessoas não estão preparadas para dividir as coisas e não estão disponíveis para ajudar o outro. Já tive clientes que emprestavam dinheiro para suas mulheres e faziam elas assinarem um recibo com a promessa da devolução daquele valor".

A psicóloga alerta ainda para outro fator que pode danificar o casamento. "Algumas pessoas, sejam homens ou mulheres, utilizam o dinheiro como poder. Quando estão casadas, elas até possuem uma conta conjunta, mas fazem questão de lembrar que depositaram mais dinheiro na conta do que o outro. Isso não é saudável, porque cria situações de opressão dentro do relacionamento", explica.

"A qualidade da relação influencia muito a forma como o casal lida com o dinheiro. Casais que se dão bem se ajudam financeiramente, mas casais com muitas diferenças tentam se punir por meio do dinheiro. A solução é tentar manter a independência financeira, mas sempre incluir e solicitar ajuda do outro na hora de definir o destino que será dado ao dinheiro", garante.



 
Referência: InfoMoney
Autor: Tabata Pitol Peres
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