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Investimentos / Fundos - Conheça 10 grandes mitos sobre o investimento em ações 

Data: 12/10/2011

 
 
O investimento em ações sempre foi cercado por uma série de mitos que podem causar impressões negativas naqueles que se interessam por este tipo de aplicação e afastá-los do mercado de renda variável.

Quantos investidores já não se perguntaram se é preciso ter muito dinheiro para comprar ações? Quantos não se desesperaram com perdas e acabaram comparando a bolsa de valores a um cassino? E aqueles que acreditam que só é possível ganhar com a valorização das ações?

Se você já fez alguns destes ou outros questionamentos, confira a opinião de especialistas sobre alguns dos grandes mitos do mercado acionário.

1 - Investir na bolsa custa caro
O especialista da MoneyFit, André Massaro, lembra que, com a popularização da internet e do homebroker, investir na bolsa ficou muito barato. “ O custo de uma transação de compra ou venda de ações caiu de forma brutal nos últimos anos”, diz.

O diretor da Valore Investimentos Personalizados, Sergio Quintella, aponta que o importante é levar em consideração o custo-benefício que cada instituição pode trazer ao investidor. “No mercado existem as chamadas discount brokers, que oferecem atendimento via homebroker e algumas corretoras que, além do homebroker, oferecem atendimento especializado via mesa, independente do montante investido”, diz Quintella.

Segundo Massaro, também é importante lembrar que existem vantagens fiscais. “A alíquota de imposto de renda sobre transações com ações é baixa, comparada a outros investimentos, e em determinadas circunstâncias pode haver inclusive isenção de imposto”, conclui.

2 – A bolsa pode ser comparada a um cassino
“Nada mais longe da verdade”, afirma André Massaro. Ele lembra que o que se negocia na bolsa são partes sociais de empresas, ou seja, ativos reais e com valor. “Obviamente muitas pessoas estão na bolsa para especular com a variação de preços, mas achar que a bolsa é só isso é um equívoco”, diz.

Além disso, Massaro aponta que mesmo os especuladores (que, segundo ele, têm um papel importantíssimo no mercado financeiro) não são jogadores. “Jogadores contam com a sorte, enquanto especuladores profissionais são pessoas que fazem análises aprofundadas e procuram basear suas decisões em fatos e informações confiáveis. Especuladores que contam com a “sorte” costumam ter vida curta no mercado financeiro”, diz o especialista.

O diretor da Valore ressalta que, independentemente do papel de cada investidor e sua característica, todos são muito importantes para o mercado. “A figura do especulador inclusive garante liquidez aos mercados”, diz.

Segundo ele, o principal é que o investir que está ingressando tenha em mente que, no longo prazo, a bolsa tende a ser um investimento bastante rentável, com a participação de empresas sérias que devem seguir normas sérias da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e da Bovespa.

Além disso, ele aponta que empresas que estão negociadas a preços relativamente baratos tendem a se valorizar. “Neste cenário, o investidor que pensa no longo prazo pode ter a segurança de que, se a economia, o setor ao qual a empresa está inserido e a empresa estão bons, existem grandes chances da ação se valorizar, mesmo com pressões a curto prazo”, diz.

3 – É preciso ter muito dinheiro para investir
Muitas pessoas imaginam que, para investir em ações, é preciso ter uma grande quantia de dinheiro disponível. Entretanto, os especialistas ressaltam que isto não é totalmente verdade.

Segundo Quintella, não existe um valor mínimo para investimento em ações (o mínimo é o preço de uma ação), mas é importante ter um montante acumulado, para que as taxas sejam diluídas e representem um percentual menor do investimento. “Acredito que, a partir de R$ 5 mil comece a valer a pena, devido às despesas fixas que o investidor tem, como a taxa de custódia e a corretagem, que muitas vezes beneficia operações com maior volume”, afirma.

O especialista da MoneyFit, André Massaro, concorda que quem opta por comprar ações diretamente, montando uma carteira “personalizada”, precisa ter certo volume de dinheiro para comprar vários lotes de ações de empresas diferentes. “Isso pode significar algo na casa de dezenas de milhares de reais e pode não ser viável para a maioria dos pequenos investidores”, diz.

Entretanto, os dois ressaltam que existe a opção de investir por meio de fundos e clubes de investimento que são, grosso modo, um “veículo coletivo de investimentos”. “Alguns fundos de investimento exigem aplicações iniciais que beiram o irrisório e são acessíveis à maioria das pessoas”, diz Massaro.

4 – Só é possível ganhar com a bolsa em alta
Se você pensa que só é possível ganhar no mercado acionário quando as ações se valorizam, está enganado. O diretor da Valore lembra que existem operações no mercado financeiro em que o investidor pode operar vendido, realizar travas de baixa (com opções) ou até vender mini-índice Bovespa no mercado de BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros).

“Neste tipo de operação, quanto mais o mercado cai, mais ganha-se em rentabilidade”, afirma Quintella. Entretanto, ele lembra que, assim como para ganhar no mercado em alta, para ganhar no mercado em baixa é necessário acertar a tendência.

5 - Caso a bolsa caia, meus investimentos não terão nenhum tipo de proteção
O diretor da Valores aponta que os investimentos em ações apresentam riscos para o investidor, já que são investimentos de renda variável. “Inclusive o investidor deve conhecer seu perfil para saber quanto dos seus investimentos ele deseja colocar em ações”, aponta. Entretanto, ele ressalta que existem mecanismos seguros para proteção, que tornam o investidor mais conservador mesmo em um mercado de renda variável.

“Primeiramente o investidor pode recorrer ao mercado de opções”, diz Quintella. O profissional explica que, para se proteger, o investidor pode comprar uma opção de venda, o que garantiria um preço de venda caso a ação que ele possui caia. “Popularmente conhecido como seguro, nessa modalidade o investidor garante um preço de venda, não importando o quanto o papel tenha caído”, diz.

Ainda com opções, ele lembra que também é possível vender uma opção de compra. “Neste caso, o investidor consegue um grau de proteção e uma taxa máxima. Se o grau de proteção for de 4%, por exemplo, e a taxa máxima for de 4%, ao se fazer essa operação, a ação que o investidor possui pode cair até 4% que ele estará protegido”, diz Quintella.

No entanto, ele aponta que até o vencimento da opção (que ocorre toda terceira segunda-feira de cada mês), o investidor terá um lucro máximo, caso o papel suba, de 4%. “Fazer esse tipo de operação constantemente é bastante interessante”, diz Quintella.

Segundo o diretor da Valore, outra opção de proteção é a venda de índice ou mini-índice futuro no mesmo valor da carteira do investidor. “Pode-se fazer um hedge (proteção) interessante, principalmente se a carteira for bem diversificada”, diz.

Por fim, ele aponta que, em um mercado volátil, procurar por papéis de empresas que pagam bons dividendos e fazer operações long & short também podem ser opções interessantes para evitar grandes perdas.

6 – Investir na bolsa é muito complicado, não é para qualquer um
O especialista da MoneyFit afirma que a bolsa não é um ambiente de investimento complicado e é muito parecido com qualquer outro mercado onde se compra e venda algo. “A bolsa é um mercado com outro qualquer, onde se compram e vendem ações de empresas e outros ativos financeiros”, diz Massaro.

Para mostrar que não é tão difícil, ele cita um exemplo. “Imagine uma loja de carros usados. A loja compra carros usados por “X” e espera vendê-los, em algum momento no futuro, por “X + Y”, sendo esse “Y” o lucro da transação”, diz. “Em princípio, qualquer pessoa que entenda essa transação também é capaz de entender a bolsa de valores. Pessoas compram ações e ativos financeiros na expectativa de vendê-los mais caros no futuro, obtendo lucro, ou então compram esses mesmos ativos para mantê-los e receber os rendimentos que eles proporcionam”, explica.

Ele lembra que existem jargões e algumas particularidades, que obrigam o iniciante a fazer uma “lição de casa” antes de começar a investir. “Mas é importante ter em mente que a bolsa não passa, em sua essência, de um mercado como qualquer outro”, conclui.

O diretor da Valore aponta que todos os investidores podem se dar bem na bolsa de valores. “Para quebrar esse mito, o investidor pode realizar cursos e verá que investir em ações não é tão complicado assim”, diz.

De acordo com ele, o primeiro ponto é o investidor entender que vai se tornar um sócio da empresa. “Muitas pessoas admiram grandes empresários, cujas companhias possuem bons faturamentos e boa participação no mercado. Então porque não sermos donos delas também?”, questiona.

Para isso, ele recomenda que o investidor busque informações em sites confiáveis mas que também conte com o auxilio profissional de um assessor de investimento para saber quais são as ações e oportunidades recomendadas. “A ideia central é essa: com poucos recursos, podemos ser sócios de empresas de grande porte e extremamente competitivas”, diz.

7 - Com a bolsa em baixa, não é momento de entrar
Se você acha que, quando a bolsa está caindo, o melhor é ficar bem longe dela, pode estar muito enganado. De acordo com Quintella, quando a bolsa apresenta grandes baixas, como as que têm acontecido ultimamente, pode ser uma boa hora para entrar no mercado. "Na verdade, se fecharmos os olhos, poderemos praticamente verificar uma placa escrito "promoção" em diversos papéis negociados na Bovespa”, ressalta.

Segundo ele, é muito mais interessante comprar ações em períodos de queda do que quando a bolsa apresenta recordes de valorização. "Claro que não há a necessidade de euforia, pois o cenário de recuperação tende a ser demorado. Mas é bastante saudável para qualquer carteira de investimentos estar posicionado em ações e sempre que o cenário econômico se deteriorar fazer uso de derivativos para proteção”, aponta.

8 – As bolsa têm desempenho parecido com a economia real do País
Este é um mito que pode ser derrubado apenas olhando para o cenário atual. Enquanto o mercado acionário brasileiro enfrenta um ano de queda, com forte volatilidade e grandes incertezas, a economia do País atravessa um momento estável, com bons fundamentos.

“Estas duas coisas nem sempre andam em sintonia”, afirma Quintella. “Com um mercado financeiro globalizado e composto de capitais provenientes de diversas nações, o noticiário global pode fazer com que as ações de empresas brasileiras caiam, apesar da economia real apresentar dados interessantes e sólidos”, completa.

9 – Para investir em ações, é preciso acompanhar diariamente o mercado
Muitas pessoas pensam que, para investir no mercado acionário, é preciso ficar atento diariamente aos gráficos, às notícias e cotações do mercado. Entretanto, este não é o comportamento necessário para todos os investidores.

“Há muitos investidores que compram ações e deixam em sua carteira por anos. O que vale a pena é ter ações de primeira linha e entender o momento de trocar as ações compradas por outras de maior potencial”, afirma Quintella.

10 – Os operadores da bolsa trabalham gritando e gesticulando o dia todo
O especialista da MoneyFit aponta que os gritos e gestos dos operadores de mercado são coisas do passado. “Hoje as bolsas brasileiras (e a grande maioria das bolsas estrangeiras) são 100% eletrônicas. Não existe mais aquele local onde as pessoas ficavam negociando umas com as outras como se fosse uma feira livre”, afirma.

O perfil do profissional da bolsa de valores também está mudando muito. “Aquele sujeito cheio de “adrenalina” que fica excitado com a variação dos preços está cada vez mais cedendo espaço para aquele que domina linguagens de programação como “C” e “Matlab” e que consegue desenvolver algoritmos de execução de ordens (os famosos “robôs”) e estratégias sistêmicas baseadas em dados estatísticos e probabilísticos”, conclui Massaro.



 
Referência: InfoMoney
Autor: Diego Lazzaris Borges
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