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Investimentos / Fundos - Fique atento: juros mais altos nos EUA podem, sim, afetar o seu bolso! 

Data: 30/05/2007

 
 

Quando o banco central dos EUA sinalizou a possibilidade de novas elevações do juro básico para conter a inflação naquele país. Como de costume, as palavras do Federal Reserve Bank mexem com os mercados financeiros em nível mundial.

A reação dos grandes investidores não representa uma grande novidade. Comentários, decisões ou meras sinalizações do banco central dos EUA são sempre acompanhadas de perto por este grupo de pessoas.

Ocorre, porém, que os efeitos de um juro maior nos EUA vão além da interpretação imediata do grande público, que, por vezes, nem se preocupa com a política monetária norte-americana, se esquecendo de que taxas de juros maiores naquele país podem ter impacto direto e significativo sobre seu bolso. Ou seja, o pequeno investidor é, sim, diretamente afetado pelas decisões do Federal Reserve Bank.

Ruim para Bolsa
Se você tem investimentos em ações, o efeito é imediato. Juros maiores nos EUA significam remunerações mais elevadas dos ativos norte-americanos, que, portanto, ficam mais atrativos relativamente na comparação com papéis de outros países, como o Brasil.

Desta forma, com retornos mais altos dos títulos públicos dos EUA - resultado da elevação da taxa básica de juro -, tende a haver uma migração do capital estrangeiro em direção aos papéis norte-americanos, penalizando as Bolsas de outras nações.

Uma ressalva: não significa um completo abandono das aplicações em outros mercados que não o norte-americano, mas a expectativa de um aumento da alocação dos investidores estrangeiros nos ativos financeiros dos EUA diante de uma política monetária mais restritiva.

Impactos também sobre a renda fixa
Mas não são somente os investidores em ações os afetados pelas decisões do Fed. Os detentores de aplicações em renda fixa - incluem-se títulos públicos, fundos referenciados DI e de renda fixa, e até mesmo a poupança - também podem sentir efeitos colaterais.

As remunerações dos ativos de renda fixa internamente são determinadas, de forma direta ou indireta, pela taxa Selic. No entanto, no longo prazo, a Selic está ligada à taxa básica de juro da economia norte-americana.

Detalhando a questão
Isso porque o juro de equilíbrio de um país - no caso brasileiro, a Selic que deve vigorar no longo prazo - deve ser igual, para uma mesma taxa de câmbio, a uma taxa livre de risco mais um prêmio de risco. Usualmente, o juro básico dos EUA é utilizado como referência de taxa livre de risco.

Sendo assim, um juro norte-americano maior significa uma taxa livre de risco também maior e, portanto, o juro de equilíbrio internamente torna-se superior. Com uma Selic de longo prazo mais elevada, os retornos pagos pelos investimentos em renda fixa, no longo período, passam a ser mais atrativos.

Como o atual contexto brasileiro é de queda das taxas de juros, caso a política monetária norte-americana futura seja mais restritiva vis-à-vis o anteriormente esperado, pode haver uma maior dificuldade de cortar a Selic frente ao que se previa. Obviamente, o efeito não seria visto neste ou no próximo mês, mas num horizonte temporal mais dilatado.

E quem tem dólar
Já para quem possui dólares, juros maiores nos EUA podem representar um alívio, na medida em que tendem a arrefecer a tendência de queda da taxa de câmbio vista desde o ano de 2003.

Conforme já fora dito, uma elevação da Fed Funds Rate tende a redirecionar os portifólios em prol dos ativos norte-americanos, penalizando os mercados de outros países, como o brasileiro. Uma fuga de recursos reduziria a oferta de dólares internamente, contribuindo para amenizar a pressão sobre o câmbio.

Mais uma vez cabe uma ponderação. Não se trata aqui de recomendar a compra de dólares diante de um possível aperto monetário nos EUA, mesmo porque os fundamentos econômicos parecem sugerir um espaço adicional para mais apreciação do real. Contudo, caso se confirme, um juro mais alto naquele país poderia estancar ou, ao menos, diminuir a intensidade da queda do dólar.



 
Referência: -
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